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Ócio significa não fazer nada, é uma palavra com origem no latim otiu..

Partindo da premissa de que não há tempo livre, ou seja,ele existirá sendo ocupado ou não , ele passará sim ou sim…

O que denominamos Ócio produtivo, criativo ,descanso, lazer, folga..ou nada apenas. De fato não existe !!

Criamos em nossa mente uma capacidade imaginária de tomar o tempo como propriedade. Por isto julgamos que podemos usá-lo, perde-lo, gozá-lo, gasta-lo ou vê-lo passar …De fato o tempo é incontrolável , ele passara e se gastará sim ou sim…querendo-nos ou não !!

Agora com esta ótica , o que seria o Ócio??

Talvez o fato alucinante de que não estamos usando o tempo para algo produtivo, seria como se ele estivesse parado e nós estivéssemos nele em estado vegetativo…sem pensar em nada , sem sinapses mentais , sem emoções ou sequer sentido a própria vida.

Na tradição grega, os romanos denominaram ÓCIO (otium) as ocupações com o trabalho intelectual, em oposição ao negÓCIO (nec-otium, negação do otium), destinado a atender às necessidades de subsistência da sociedade.

Por este conceito grego…o ocioso era quem trabalhava com o intelecto e no modelo atual é exatamente o contrário !!

Voltamos ao mesmo conceito delirante do uso do tempo…como justificativa para o perfil de cada ser humano.

Aquele que trabalha é dignificado e o que não é relegado a margem da sociedade, e ambos se julgam donos do seu tempo , como se o tivessem só para eles .

Estes paradigmas criaram a base da nossa sociedade , que culpa os que vivem de lazer ,  os que não trabalham, os que filosofam…gerando uma casta de humanos que se sente inferiores por viverem no conceito de auto realização , por estarem presentes em sua vida, por se focarem no trajeto e não no destino.

O Ócio de fato não existe  se pensarmos que ele depende do ponto de vista de quem o desfruta e de quem o avalia. Para os gregos era só para os filósofos, para os capitalistas é só para os abastados, para os Marxistas é só para os capitalistas…Resumindo o tempo é senhor de si mesmo, a forma de ocupá-lo na sua passagem  é um ato obrigatório aos que o vivem.

Não há nenhum momento na vida em que o tempo muda de presente para futuro , sem que tenhamos o vivido de alguma forma. Não há como perder tempo , não como não fazer nada com ele ou nele. Existem denominações sociais que foram atribuídas para distinguir os perfis de “usuários do tempo” e de “gastadores do Tempo” , o que de fato não faz sentido , quando entendemos que estamos tratando de algo que a partir do momento que reconhecemos sua existência..ele já passou   .

Podemos concluir que o fato de sermos produtivos, criativos, preguiçosos, intelectuais ou marginais , não depende de como “usamos” o tempo ,mas sim de como vivemos o caminho para o futuro.

Mario Braile

Business & Sales Executive

Socio Foca Marketing e Gestão de Serviços

www.focamarketing.com.br

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