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* por Tom Coelho

“Cada povo tem o governo que merece.”

 (Joseph-Marie Maistre, filósofo francês, em 1811)

 

Há anos a administração pública em nosso país, em todas as esferas de governo, tem terceirizado aos cidadãos suas atribuições básicas.

Assim, é impraticável abrir mão de um convênio médico e odontológico, ficando à mercê do sistema público de saúde, formado por hospitais lotados, carência de médicos e espera superior a três meses para uma simples consulta.

O mesmo se aplica à educação. Para oferecer um ensino de qualidade aos nossos filhos, precisamos recorrer a instituições privadas. E no mundo corporativo, cabe às empresas formar e capacitar os profissionais contratados, que chegam ao mercado de trabalho absolutamente despreparados, entregando baixa produtividade que impacta diretamente a competitividade. É o chamado “apagão da mão de obra”, decorrência direta dos analfabetos funcionais que têm sido despejados pelas escolas públicas e seu sistema de progressão continuada.

Com relação à segurança, outra das garantias previstas na Constituição Federal, temos que instalar alarme residencial, cerca elétrica e viver em condomínio, além de fazer seguro de nossos bens e, em breve, andar em carro blindado, selecionando criteriosamente os locais e horários para circular nas ruas.

Agora, diante da crise hídrica, será necessário instalar cisternas, poço artesiano ou ampliar a capacidade do reservatório existente, além de adaptar a tubulação interna para aproveitar a água de reuso. E para acessar a energia elétrica, teremos que adquirir gerador, instalar coletores de energia solar e também adaptar o sistema de distribuição desta fonte alternativa de energia.

O poder público tem o dever de agir, o que significa atender com celeridade aos interesses dos cidadãos, antecipando-se mediante planejamento às demandas essenciais. Tem o dever da eficiência, utilizando os recursos com efetividade e presteza. Tem o dever da probidade, agindo com ética, integridade e retidão. E tem o dever de prestar contas, atestando a prática dos deveres mencionados anteriormente.

Contudo, o que temos observado, salvo raras exceções, é a inépcia administrativa e o saqueamento do erário. Tudo isso com a população arcando com uma carga tributária de “apenas” 37% do PIB.

Qual o limite de nossa leniência? Até quando iremos suportar tanta negligência e omissão? Ou estaremos fadados a um retrocesso contínuo e progressivo, até o colapso social?

 

* Tom Coelho é educador, palestrante em gestão de pessoas e negócios, escritor com artigos publicados em 17 países e autor de oito livros. E-mail: tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br.

 

Texto para Facebook e Google 1

Há anos a administração pública em nosso país tem terceirizado aos cidadãos suas atribuições básicas. Assim, precisamos fazer convênio médico para não depender do SUS, buscar escolas privadas para ter uma educação de qualidade, proteger-nos contra a insegurança das ruas.

Agora, diante da crise hídrica, será necessário instalar cisternas para aproveitar a água de reuso. E para acessar a energia elétrica, teremos que adquirir gerador, instalar coletores de energia solar e adaptar o sistema de distribuição desta fonte alternativa de energia.

Leia “Os deveres do poder público”: http://vejatom.com/artigo260. 

Texto para Facebook e Google 2

O poder público tem o dever de agir, o que significa atender com celeridade aos interesses dos cidadãos, antecipando-se mediante planejamento às demandas essenciais. Tem o dever da eficiência, utilizando os recursos com efetividade e presteza. Tem o dever da probidade, agindo com ética, integridade e retidão. E tem o dever de prestar contas, atestando a prática dos deveres mencionados anteriormente.

Contudo, o que temos observado, salvo raras exceções, é a inépcia administrativa e o saqueamento do erário. Tudo isso com a população arcando com uma carga tributária de “apenas” 37% do PIB.

Qual o limite de nossa leniência? Até quando iremos suportar tanta negligência e omissão? Ou estaremos fadados a um retrocesso contínuo e progressivo, até o colapso social?

Leia “Os deveres do poder público”: http://vejatom.com/artigo260.

 

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O Estado tem terceirizado aos cidadãos suas atribuições básicas. Assim, precisamos de convênio médico para não depender do SUS, escolas privadas para uma educação de qualidade e, agora, construir cisternas para ter acesso à água.

O poder público tem o dever de agir com celeridade pelos interesses dos cidadãos; o dever da eficiência, utilizando recursos com efetividade; o dever da probidade, agindo com ética, integridade e retidão. Porém, o que temos observado é a inépcia administrativa e o saqueamento do erário.

Leia “Os deveres do poder público”: http://vejatom.com/artigo260. 

Texto para Twitter

A crise hídrica é apenas uma das muitas negligências do poder público em relação aos cidadãos. http://vejatom.com/artigo260 

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