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Imagine uma mesa com quatro pernas e que uma de suas pernas está em desalinho com as demais, de tal sorte que qualquer objeto que seja colocado nesta mesa deslize para o chão ou, pior, quando esta mesa é ocupada por alguma ou algumas pessoas ela fica jogando de um lado para o outro atrapalhando a concentração das pessoas e a atividade que elas possam estar ali executando até o momento que alguém resolva estancar o movimento, colocando um apoio no pé da mesa para que seja restabelecido o equilíbrio original e a mesa volte a cumprir seu papel de forma harmônica e ordeira. 

Imagine que ao invés de uma das pernas estar em desalinho em relação às demais, todas as pernas estão em desarmonia uma das outras causando com isso um movimento pendular, fazendo com que ora a mesa penda para um lado, ora penda para outro, num constante vai-e-vem impedindo que qualquer objeto se estabilize em seu tampo. 

Imagine que ao invés de estarmos escrevendo sobre uma mesa e suas pernas desalinhadas, estivéssemos escrevendo sobre pessoas e seus diversos “Eus” e as desarmonias desses “Eus” entre si. Para facilitar a analogia, tomemos para exemplificar nossa proposta, uma pessoa e quatro, apenas quatro, dos seus inúmeros “eus”: o social, o familiar, o profissional e o individual cujo equilíbrio depende fundamentalmente da harmonia, alinhamento e equilíbrio particular de cada um de seus quatro “Eus”. 

Comecemos pelo “Eu” social. Para manter-se em equilíbrio este “Eu” deverá estar inserido dentro de um contexto social formado por diversos extratos e matizes, livre de pré-conceitos e perfeitamente sintonizado com as tendências e exigências do mundo globalizado; aberto aos relacionamentos reais e virtuais que o introduzam nas mais diversas comunidades, sejam elas clubes, igrejas, turmas, times ou simplesmente círculos de interesses e ainda deverá estar a par dos assuntos do momento, acessível e permanentemente otimista, vibrante e estampando uma felicidade permanente.  

Afinal, ser social é estabelecer, manter e ampliar relacionamentos em todos os níveis e em todos os sentidos e acima de tudo, transmitir energia positiva a todos os que o cercam, servir e ser útil para ser lembrado nas melhores ocasiões e não apenas receber convites para participar de… velórios. 

Nosso segundo “Eu” é o familiar. Este “Eu” necessita dar muito de si para se manter em equilíbrio, principalmente no quesito “renúncia”. Ser familiar é renunciar ao absolutismo, é esmagar o ego das vaidades pessoais e desenvolver um conjunto de características que o tornem um membro da família sempre pronto a doar seu tempo e suas virtudes aos demais, participando ativamente da construção de uma família unida, coesa, saudável e próspera. 

Lembre-se, quanto mais individualista você for, menores as suas chances de fazer parte do convívio familiar, a não ser naqueles solenes momentos de alta emotividade, tais como: natal, natal e… natal, por meio de  cartões e e-mails com suas eternas mensagens padronizadas. 

Olhemos agora um pouco para o “Eu” profissional. Como mantê-lo em equilíbrio num mundo altamente competitivo, que exige constantes aperfeiçoamentos das competências, habilidades e atitudes? Que cobra contínuos aumentos de produtividade, novos domínios tecnológicos, inéditos conhecimentos, que exaure sua criatividade, exige uma postura de Einstein nas inovações e oferece, no máximo, um emprego permanente… enquanto dure, posto que é chama, tal qual a paixão cantada pelo poeta Vinicius de Moraes. 

Você já viu a mais recente lista de cortes da empresa por conta da nova estratégia? 

Lembremo-nos, igualmente, por um momento do “Eu” individual. O equilíbrio deste “Eu” exige que você seja uma pessoa centrada, focada e em paz consigo mesmo. Uma pessoa que admite outras visões do mundo, que convive harmonicamente com pessoas que possuem convicções diferentes das suas e que aceita as vicissitudes da vida como fontes de inspiração para refinar suas ideias, fortalecer suas emoções, moldar suas esperanças, reconstruir seus planos e recomeçar suas lutas, ressurgindo das cinzas assim como a Fênix e revigorando seu corpo tal qual a Águia, segundo nos ensina o profeta Isaías “mas os que esperaram no Senhor renovam suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam” (Isaías 40:31) 

Não podemos encerrar estas considerações, sem registrar que o que abordamos acima são apenas retratos fragmentados de uma pessoa, que exerce diferentes papéis no cotidiano de um universo coletivo e que, justamente por isso, dá vida a cada um de seus “Eus” pertencentes ao seu microcosmo na medida exata em que é exigido pela natureza de seus desafios. Enfrentá-los e vencê-los é o dilema de sua Esfinge: “Decifra-me ou te devoro”! 

Voltemos, por fim, ao desafio original: Como uma pessoa pode manter-se equilibrada neste mundo, conciliando harmoniosamente todos os seus “Eus” tal qual uma mesa que possui todas suas pernas uniformemente niveladas entre si? A resposta meu caro leitor, minha cara leitora, está na Palavra de Deus conforme está escrito no Salmo 37:5 “Entrega teu caminho ao Senhor, confia Nele e o mais Ele fará”. 

Mas, ao contrário do que nos determina este abençoado e fabuloso ensinamento, nós insistimos em proceder de forma diferente. Transformamos nosso viver em um campo de batalhas sem fim, no qual os conflitos psicológicos, emocionais e por que não dizer, materiais se arrastam dia após dia de maneira infindável, como se o normal da vida fosse viver atribulado, em choque e consternado. Um ser em desarmonia com seus “Eus”, sem a preciosa energia da vida e repetindo sem cessar “Oh! dia, Oh! céus, Oh! vida, Oh! azar…” como a pessimista hiena Hardy personagem de antigo desenho animado de Hanna-Barbera. 

O que fazer para sair desta pasmaceira? 

Mais uma vez, remeto-lhe ao fantástico Livro da Palavra de Deus. Lá você encontrará inigualáveis ensinamentos, cujo aprendizado dependerá tão somente da sua vontade, do seu livre arbítrio e de sua capacidade de harmonizar seus “Eus” internos e disposição de dar a sua vida o equilíbrio necessário para enfrentar e vencer todas as suas batalhas. 

(*) Mestre e graduado em Administração. Experiência profissional de 44 anos adquirida em empresas de diferentes portes e segmentos econômicos. Nos últimos 26 anos tem atuado ativamente como Consultor Empresarial, Docente em cursos de Graduação e de Pós-Graduação em IES, Instrutor em Cursos de Educação Corporativa, lecionando em diversos Estados do País. Atua, também, como Palestrante e possui diversos artigos publicados, em jornais, revistas e sites da Internet. Participa de projetos de voluntariado junto a Entidades de Classe.

Sergio Lopes:

Administrador (USP), Mestre em Administração de Empresas, Pós-Graduado em Análise de Sistemas, em Sistemas de Informações e em Administração Financeira. Possuo experiência profissional de 43 anos, tendo ocupado cargos técnicos e executivos nas áreas de Organização, Sistemas e Tecnologia da Informação em diversas empresas.
Há mais de 25 anos atuo como Educador Acadêmico e Corporativo e Consultor Empresarial nos mais diferentes tipos e portes de Organizações participando de projetos nas áreas de Tecnologia da Informação; Recursos Humanos; Organização, Sistemas e Métodos; Organização e Planejamento Empresarial; Mapeamento de Processos; Sustentabilidade; Qualidade (Total e ISO 9000) e Produtividade. Atuo, também, como Palestrante com temas sobre gestão de mudanças, de empresas e de pessoas.

 

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Eijy Goto

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