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 “Não importa o meio, mas a ideia.”
(Washington Olivetto)

A publicidade brasileira começou a ser reconhecida internacionalmente a partir dos anos 1970. Assim, o primeiro Leão de Ouro foi conquistado em 1974 com uma campanha feita para o Conselho Nacional de Propaganda contra os anúncios de emprego que declaradamente discriminavam profissionais com mais de 40 anos de idade.

Em 1978 surgiu a campanha da palha de aço Bom Bril, com o garoto-propaganda Carlos Moreno, um ícone na história da publicidade, presente no Guiness Book pelo número de diferentes peças veiculadas.

Os anos de 1980 assinalaram a fase mais exuberante de nossa comunicação. Algumas campanhas antológicas e seus slogans: Guaraná Taí, “Gostoso como o primeiro beijo”; leite de alfazema Phebo, “Desperta o prazer de ser mulher”; e posto São Paulo, “A primeira rede em simpatia”. Neste período emplacamos os dois únicos comerciais em língua não inglesa entre os cem melhores divulgados no livro “The 100 best TV commercials”: “Primeiro sutiã” (Valisère) e “Hitler” (Folha de S. Paulo).

O advento dos anos 1990 trouxe o crescimento da publicidade na mídia impressa e digital. Já a virada do século denunciou uma baixa autoestima na publicidade do Brasil e do mundo. A forma ganhou mais evidência que o conteúdo, prejudicando a qualidade das propagandas. Muita edição, grandes trabalhos de produção gráfica e de som, muitas vezes em detrimento da simplicidade, um dos melhores ingredientes da boa publicidade.

O Brasil entrou definitivamente na rota das grandes contas globalizadas trazendo-nos o desafio de sermos mais competitivos, criando campanhas que resistam ao tempo, sejam fascinantes, encantadoras e capazes de gerar resultados para os anunciantes.

 

* Tom Coelho é educador, palestrante em gestão de pessoas e negócios, escritor com artigos publicados em 17 países e autor de nove livros. E-mail: tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br e www.setevidas.com.br. 

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