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por Clara Favilla – SEBRAE

As exportações estão na ordem do dia porque uma verdade econômica cristalina prevaleceu: exportar é um bom negócio para todos.

Os governos vêm e vão. Os slogans variam conforme o gosto do momento. Certezas de pés de barro desmoronam-se. As exportações estão na ordem do dia porque a verdade econômica cristalina prevaleceu: exportar é um negócio para todos. Não importa se o exportador é da área de grãos, ou de minérios, de automóveis, de bordados, de biquínis. Todos cabem nessa onda, nesse movimento em prol das contas externas, da estabilidade econômica, da geração de emprego e renda. Se a empresa é grande, vai à luta sozinha. Média, pequena ou micro? Faz consórcio, pool e chega onde pretende.

Está fácil exportar? Não, está difícil. As barreiras contra os produtos brasileiros continuam de pé, a economia mundial está desaquecida. Mas os obstáculos estão aí para serem vencidos. Multiplicam-se os estudos sobre oportunidades de negócios. A internet facilita as informações, aproxima interesses. Brasileiros residentes no exterior navegam pelo site do Sebrae e descobrem como podem vender lá o artesanato brasileiro. O governo disponibiliza informações que chegam ao interessado sem qualquer intermediário. E, apesar das restrições orçamentárias e creditícias, vai-se construindo um país mais competitivo e integrado à economia mundial. O melhor de tudo é que os benefícios desse processo chegam também ao consumidor interno.

Exportar ainda é um bicho de sete cabeças?

Se você, futuro empreendedor, micro e pequeno empresário já estabelecido continua pensando que exportação é um bom negócio só para os grandes, fica se perguntando onde encontrar todas as informações necessárias e acha tudo muito difícil, anime-se! Já existe uma estrutura em constante aperfeiçoamento e ampliação para consolidar uma cultura exportadora brasileira com foco nos pequenos empreendimentos. E é preciso mesmo de muita eficiência e velocidade para recuperar tanto tempo e terreno perdidos! Enquanto em países como Itália, México e Estados Unidos as MPEs são responsáveis por 50% das exportações, no Brasil essa participação está em torno de apenas 2%.

– No caso das MPEs, o primeiro grande passo pode ser o da formação de um pool ou consórcio de empresas para ganhar escala de produção e facilitar a adequação dos produtos ao mercado internacional. Informações podem ser obtidas na rede de postos de atendimento do Sebrae espalhada por todo o país. O endereço mais perto de você pode ser encontrado no site www.sebrae.com.br , a porta de entrada da casa dos pequenos empreendedores. No mesmo site, pode-se obter informações sobre projetos e programas apoiados na área de exportação.

– A Agência de Promoção de Exportações- APEX-Brasil, que funcionou como unidade administrativa do Sebrae Nacional até o final do governo passado, foi transformada, em fevereiro deste ano, em um serviço autônomo para atuar na área de promoção comercial com todas as áreas afins do setor público e privado.Ganhou o nome de APEX-Brasil e o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, é o presidente do seu Conselho Deliberativo.

– Conectando-se ao site www.apexbrasil.com.br, o interessado encontra um roteiro completo de como exportar: documentos necessários, regras vigentes e a metodologia de cálculo do preço de exportação. Saberá também como participar dos projetos apoiados pela APEX. O site permite a conexão com vários outros , como o www.portaldoexportador.gov.brque, além de dar todas as dicas para fazer a melhor exportação, permite uma linha direta, o “Fala Exportador”.

– No Portal do Exportador, o interessado encontra a lista de estímulos governamentais às exportações, outra das barreiras internacionais aos produtos brasileiras e formas de enfrentá-las, além de um calendário de missões organizadas pelo governo e explicações de como delas participar. Outras conexões possíveis através do portal: Banco Central, Banco do Brasil, Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex) e Ministério das Relações Exteriores.

– A Apex também apóia a Rede Nacional de Agentes de Comércio Exterior, www.redeagentes.gov.br, um projeto desenvolvido pela Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) , do Ministério do Desenvolvimento, em parceria com a Secretaria de Políticas Públicas de Emprego (SPPE) do Ministério do Trabalho e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. No site do projeto pode ser encontrado o manual Aprendendo a Exportar, informações relevantes e esclarecimentos de dúvidas. O endereço do agente de comércio exterior mais próximo pode ser encontrado com um clique no mapa do Brasil, disponível na página principal do site. Esse clique pode ser o primeiro passo de um processo bem sucedido de exportação. O agente possui vinculo empregatício com entidades públicas ou privadas, como federações e secretarias estaduais de indústria, prefeituras e cooperativas. Sua missão é a de promover a entrada das micro, pequenas e médias empresas no mercado internacional, com a indispensável segurança.

– O Banco do Brasil, uma instituição financeira sinônimo de apoio à produção e à exportação, também disponibiliza em seu sitewww.bb.com.br, informações preciosas para as MPEs exportadoras ou importadoras, clientes ou não, o Balcão de Comércio Exterior Mas os serviços on-line só estão disponibilizados paras as empresas clientes. Entre eles, o câmbio pronto, o registro de exportação e a possibilidade de impressão na própria empresa dos contratos de câmbio fechados pela internet ou não. A revista Comércio Exterior pode ser “folheada” no site.

– Também podem ser buscados informações e apoios nos Centros Internacionais de Negócios (CINs) , espaços que estão sendo organizados no âmbito das Federações de Indústrias, interligados nacionalmente em redes e internacionalizados através da internet. O endereço é www.cin.org.br. A rede de CINs oferece aos empresários de todos os portes informação, capacitação e articulação necessárias à internacionalização de seus negócios. A Confederação Nacional da Indústria (CIN) é a coordenadora da rede que pretende também dar suporte especial para a implementação de metodologias específicas de internacionalização para as pequenas e médias empresas.

– Nos Correios, exportar tem nome e sobrenome: Exporta Fácil, uma linha especial destinada às pessoas físicas e empresas. O serviço de postagem da exportação abrange 217 países. O valor não pode ultrapasse US$ 10 mil por pacote. Todas as informações relativas ao serviço Exporta Fácil podem ser obtidas no site www.correios.com.br. Utilizando-se esse serviço, o processo de exportação fica resumido a apenas três passos: o de encontrar a agência de Correios mais próxima, o de preencher o formulário de postagem e o de realizar a postagem. A partir daí, os Correios são responsáveis pelo seu produto e cumprirão todos os demais passos da burocracia exportadora: registro, trâmite alfandegário, transporte até o país de destino e entrega ao importador.

Clara Favilla – SEBRAE

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