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Armando Pastore Mendes RibeiroSócio–Diretor da PENSARE, Consultoria, Treinamento e Promoção de Eventos, nos mostra como aplicar a criatividade nos negócios e a arte da liderança empresarial.

 

EmpPT  Existe realmente receita para incrementar a criatividade empresarial?
Armando Ribeiro – Felizmente não existe uma receita. O que podemos dizer é que precisamos encontrar uma maneira de construir uma estrutura para a Criatividade, que passa pelas descoberta e manutenção das pessoas criativas, a transformação do ambiente da empresa / organização em criativo, da escolha do processo criativo que se adapte a realidade do mercado e a cultura dos colaboradores e finalmente na criação de um produto criativo que atenda e encante os clientes.


EmpPT  Idéias criativas fluem mais facilmente através de técnicas como o Brainstorm?
Armando Ribeiro – O brainstorm é uma técnica de criatividade. Um processo criativo, dos muitos que existem que tem uma finalidade principal: gerar uma enorme quantidade de idéias. Quando ele é bem aplicado e conduzido são centenas de idéias que surgem. Posso afirmar que o brainstorm é uma ferramenta que multiplica as idéias.


EmpPT  Uma inspiração criativa pode surgir a qualquer momento e temos uma certa tendência de achar que estamos “inventando idéia”, que isso não pode dar certo. O que fazer para evitar esse procedimento corriqueiro?
Armando Ribeiro – Fomos acostumados desde a mais tenra idade a seguir padrões pré-estabelecidos, porisso quando temos essas ”idéias novas” parece que nosso cérebro racional nos manda um alerta para não dar ouvidos ao cérebro criador, o inventor de idéias. È um hábito que pode ser gradativamente mudado. Em outras palavras podemos ter idéias e simplesmente antes de recusá-las testarmos sua validade para depois termos outras, e mais outras. Primeiro para evitar cair na armadilha “do sempre foi assim” ou “não invente moda agora”, temos que pensar que o que temos é apenas uma idéia e que para abandoná-la é preciso testá-la, só depois é que vamos ter a capacidade de dizer se era uma idéia aproveitável ou não.


EmpPT  O que fazer para combater a frustração quando as idéias não dão o resultado esperado?
Armando Ribeiro – Tentar de novo. Não desanimar. Procurar outra forma de fazer, arrumar uma nova idéia. Se todos os grandes inventores tivessem desistido de sua primeira idéia frustrada, ainda estaríamos vivendo nas cavernas. É natural do ser humano tentar melhorar sempre. Basicamente é ser persistente e não insistente.


EmpPT  Nos livros e seminários, aprendemos com teorias e exercícios as técnicas para incrementar a criatividade. Porque depois, normalmente, não conseguimos por em prática?
Armando Ribeiro – O que temos nos livros e nos exercícios são ambientes especificamente criados para a criatividade e normalmente controlados por pessoas criativas, que nos deixam à vontade para tentar, correr riscos, errar, tentar de novo, sem a questão da culpa ou censura. Nos eventos atuais já existem diversos consultores que estão recriando ambientes próximos ao dia-a-dia das pessoas para que elas experimentem exercícios e práticas criativas com problemas da sua realidade. Em parte isso resolve. A segunda parte diz respeito à vontade das pessoas de quererem realizar sozinhas, de quebrar sua autocensura, que é, aqui entre nós, mais forte do que a censura que nos fazem.
Não basta saber sobre criatividade, não basta saber praticar a criatividade é preciso querer fazer e isso depende exclusivamente de cada um.


EmpPT  Nós podemos aprender a ser criativos ou esse processo é apenas uma mudança de postura individual?
Armando Ribeiro – È uma soma de várias situações. Primeiro eu pergunto: por que devo usar a criatividade? Que objetivos diferentes e melhores vou atingir se for criativo? Segundo pergunto: Vale a pena correr o risco de ao ser criativo ver minhas idéias não darem certo? Ser criativo me fará uma pessoa melhor?
Só essas três respostas já provocarão ou não uma mudança da postura individual. Criatividade está ligada à alegria e felicidade por isso que é difícil encontramos pessoas criativas tristes e amarguradas.


EmpPT  Qual a importância da criatividade para o líder?
Armando Ribeiro – O líder é aquela pessoa que precisa fazer com que sua equipe atinja resultados. Mas esses resultados vão mudando ao longo do tempo, por que a sociedade e os clientes assim o desejam. Essas mudanças tendem a implicar em novos processos criativos e inovadores. Ao líder compete reordenar toda a sua equipe em face desses novos desafios e dos novos resultados a serem atingidos. Uma das ferramentas que ele pode usar é a criatividade. A criatividade é a mais simples, mais agradável, mais dinâmica e poderosa ferramenta de união da equipe.


EmpPT  No Livro “o Monge e o Executivo” o autor procura dar a tônica de que “liderar é servir”. Você concorda?
Armando Ribeiro – Li o livro recentemente e tive uma impressão de que a palavra servil pode ser interpretada de forma errônea pelas pessoas. Ser servil pode estar gerando algo como ser subserviente, em outras palavras ser capacho dos outros. É preciso que o líder tenha muita consciência da sua postura e habilidade quanto ao servir. Tenho tomado muito cuidado ao usar a palavra servil.


EmpPT  Muito se discute sobre a possibilidade de aprender ou não a arte da liderança. É evidente que algumas pessoas já possuem um perfil apropriado e podem ser trabalhadas para que se tornem líderes eficientes. Você acredita que, realmente, qualquer pessoa possa se tornar um líder?
Armando Ribeiro – Escrevi recentemente um texto onde afirmo categoricamente que todo líder aprende a ser líder. Esse aprendizado pode ser intuitivo e sem nenhuma metodologia, às vezes até inconsciente. Aprendemos verificando o que o outro fez, na verdade como ele fez, e praticamos aquilo que parece adequado à nossa realidade. De outra maneira o aprendizado da liderança pode ter uma metodologia, reflexão e um passo a passo determinado. Assim toda e qualquer pessoa pode ser líder, aprender a ser líder desde que QUEIRA SER LÍDER.


EmpPT  Saber trabalhar a emoção é fator preponderante em uma boa liderança?
Armando Ribeiro – Mais do que preponderante eu diria que é fundamental. A emoção é o canal das ações no ser humano. Hoje podemos dizer que apenas as nossas ações fisiológicas básicas não têm emoção, até o escovar os dentes passa por um processo emocional. O líder precisa acessar essa competência emocional que ele aprende ao longo da vida e tornar possível para as outras pessoas essa emoção. Falo aqui tanto das emoções positivas quanto das negativas. Lógico que as emoções positivas serão aquelas que trarão mais resultados, mais união na equipe e eficácia nos resultados. Temos hoje à disposição uma ferramenta desenvolvida pela Programação Neurolingüística – PNL chamada Consciência Emocional que permite que alcancemos qualquer emoção de forma sistematizada e principalmente autêntica.


EmpPT  Como as técnicas de T&D podem efetivamente auxiliar no aprimoramento e na descoberta de novas lideranças e no uso adequado da criatividade no ambiente empresarial?
Armando Ribeiro – T&D traz metodologia, ferramentas e experiências vivenciais para as pessoas. Tempos atrás com o desenvolvimento lento da economia, da sociedade e de mudanças que levavam séculos para serem processadas, ficava muito mais fácil observar e aprender com o tempo. Hoje a dinâmica é outra. A rapidez na aprendizagem pode significar a sobrevivência de uma organização ou sociedade. O T&D facilita e agiliza trazendo para todos o que aconteceu ontem e antecipando o futuro. Essa talvez seja uma das contribuições do T&D que as organizações ainda não pararam para refletir. Treinar e desenvolver hoje para o futuro. Não que tenhamos que esquecer o presente onde tudo acontece, mas precisamos preparar as pessoas para o futuro que é daqui a um segundo. O futuro é fruto de nossas habilidades e competências aplicadas no agora. Para manter bons profissionais, descobrir talentos e melhorar a liderança é preciso aplicar agora. No Brasil aplicamos muito pouco em treinamento e desenvolvimento, nem estatísticas confiáveis temos, mas estima-se que do faturamento bruto das empresas menos de 1% é aplicado em T&D, esse percentual nos Estados Unidos chega a quase 13% e no Japão a 20%. Na Europa a variação é entre 8 a 10%.Temos que repensar essa prática.

Armando Pastore Mendes Ribeiro, Matemático, Pós Graduado em Administração de Recursos Humanos, Formação em Coordenação de Dinâmica dos Grupos pela SBDG (Sociedade Brasileira de Dinâmica dos Grupos). Membro da World Future Society, Formação de Master Trainer em Programação Neurolingüística. Consultor de Desenvolvimento e Treinamento e Recursos Humanos, Facilitador e Conferencista de eventos nos seguintes temas: Criatividade, Comunicação, Facilitadores de Aprendizagem, Conflitos e Negociação, Visão Estratégica de RH, Planejamento, Desenvolvimento Gerencial, Liderança, Visão de Futuro, Programação Neurolingüística.
Sócio–Diretor da PENSARE, Consultoria, Treinamento e Promoção de Eventos.
Site: http://www.pensareweb.com.br
Email: armando@pensareweb.com.br

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