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Deepfakes é uma tecnologia que usa Inteligência Artificial para criar vídeos falsos, mas realistas, colocando pessoas – normalmente famosas – em  situações que não fariam na vida real.

O estágio de evolução das deepfakes preocupa, uma vez que distinguir o real do falso está cada vez mais difícil.

E não vamos longe, desde 2016 temos 3 robôs que simulam atitudes humanas (como brigarem com namorados, se apaixonarem, como se pessoas reais fossem, no caso adolescentes) e tem mais de 2 milhões de seguidores no Instagram, fazendo um sucesso impressionante entre os humanos.

Quando lançados, não foram divulgados como imagens de robôs feitos com computação gráfica, mas hoje são amplamente assim conhecidos e mesmo assim, continuam com ampla gama de seguidores e pessoas que interagem com empatia e preocupação, tipo, quando um deles disse que se separou e estava triste, inúmeros comentários na rede social dizendo que ela não deveria se preocupar, que tudo ficaria bem, etc… Ou seja, era um efeito claro de controle de pessoas em massa, que sequer se preocupam com os fatos de verdade, querem apenas “ajudar” e participar da vida dos outros, mesmo que estes outros sequer humano sejam.

E nesta esteira toda, temos em Outubro de 2019 o lançamento pelo Instagram de mais uma ferramenta Antibullying da rede social (Em 2018 já havia outra ferramenta na rede social buscando o mesmo objetivo), onde ao invés de bloquear ou deixar de seguir, o usuário agora pode “restringir” outras pessoas (recurso ainda não disponível a todos os usuários e deverá atingir a todos até final de Outubro de 2019).

Como assim restringir?

Ao clicar em restringir e adicionar um usuário, este não aparece mais nos comentários da pessoa que restringiu, nem contatos diretos entre as pessoas, sem deixar de ser seguidor e sem que a parte que foi adicionada a restrição saiba do fato.

Parece uma ferramenta interessante para ajudar na ideia de antibullying, contudo, me traz outra reflexão tão ou superiormente importante: Porque não sabemos nos comunicar uns com os outros?

Em que momento da nossa história temos mais valor a robôs que inventam histórias falsas como novelas e criamos empatia, enquanto pessoas reais sequer conseguem conviver com ideias contrárias às suas sem criarem exércitos de seguidores e outras pessoas em confronto ataque a outras para que um ou outro ponto ponto de vista seja dito vencedor…

Não há vencedores nesta guerra de palavras e ataques, apenas perdedores. Inclusive alguns graves, como da jovem Molly Russel que após sofrer bullying pelo Instagram cometeu suicídio.

E então, para onde estamos indo?

Respondo o questionamento do título com algumas ideias que não são definitivas, porém, podemos refletir a respeito:

Como educamos hoje para que tenhamos uma sociedade mais fraterna?

Qual nosso papel em cada indivíduo para o seu crescimento pessoal?

Oportunizamos no dia a dia – e quiçá valorizamos –  as atitudes que confrontam nossas ideias?

Enfim, estamos sendo parte da evolução humana ou apenas mais parte do comboio que apenas vê as tropas passarem, sem sequer saber os planos de aonde estão indo?

#FicaaReflexão

 

 

#FraternoAbraço #GustavoRocha

 

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