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Fonte: Agência Sebrae de Notícias

Vida de empresário não é das mais fáceis. Mas a situação complica ainda mais quando alguém sem experiência em gestão de empresas fica à frente de um negócio. Foi em meio a essa situação que Solange Oliveira Santos se encontrou há oito anos. Como num passe de mágica ela passou de professora a empresária.

Solange trabalhava como professora, enquanto seu marido administrava a papelaria da família, a La Roselle, localizada em uma rua movimentada, de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Nas horas vagas, ela dava um apoio na loja, administrando o caixa. Mas a parte burocrática sempre ficou, até então, por conta do marido.

A vida de Solange seguia tranqüila até o dia em que seu marido recebeu um convite para trabalhar na prefeitura local. A solução encontrada para dar continuidade ao empreendimento foi ela assumir os negócios. Aliás, algo que Solange não estava acostumada a acompanhar de perto. No início, ela não se sentiu intimidada com o novo desafio. Afinal, achava que ser empresária se resumia em comprar e vender mercadorias.

Mas na prática esse pensamento fez com que o número de vendas da papelaria caísse expressivamente. Após algum tempo, sem um mínimo de conhecimento na área, ela percebeu que estava comprando mercadorias erradas em quantidades erradas. O cliente entrava e saía da loja de mãos vazias e aumentava o número de mercadorias estocadas. Nesse momento, Solange percebeu que o comércio não se resumia apenas à compra e venda de mercadorias, como imaginava antes.

Em 2003, ela conheceu o trabalho do Sebrae e resolveu investir em sua própria capacitação. Fez vários cursos, como o Empretec, Unir e Vencer e Diagnóstico Logístico (DOL). Com uma boa dose de conhecimento, Solange passou a enxergar os negócios com outros olhos.

Ela passou a ficar mais antenada, com as novas tendências de mercado voltadas para o segmento de papelaria. Por exemplo, percebeu que com essa nova geração ligada ao mundo cibernético, já não se vendia tanto cartolinas e folhas de papel almaço para trabalhos escolares. A demanda atual era por CDs, disquetes, tinta para impressora, mouses, teclados. “Foi um grande aprendizado ter que se inteirar de todas essas mudanças para conseguir fazer a loja caminhar bem”, afirma Solange.

Ela percebeu que o espaço físico da loja também precisava de uma renovada. A papelaria ficava em uma esquina e sua fachada era feita de um material marrom muito escuro, que escondia a loja. Depois de analisada essa questão, ela tomou a difícil decisão de fazer uma grande obra, quebrar a fachada e “botar a loja para aparecer”. Difícil decisão porque, no início, ela teve que enfrentar algumas resistências por parte da família. Afinal, estavam acontecendo muitas mudanças.

Boas estratégias

Dentro da loja, trocou as peças de aço por vidro, colocou vitrines, toldo na área externa e aumentou a variedade de produtos para presentes. “Agora as pessoas que passam pela loja percebem que ela existe. E sempre entram, mesmo que seja só para admirar os artigos para presente”, comemora a empresária.

Já com uma certa experiência adquirida, Solange percebeu que o setor varejista ganhou muitas novidades. Então, passou a participar de feiras e pedir diferentes catálogos para os fornecedores. “A modernização dos produtos é um fator que gera constantes mudanças na compra das mercadorias. Como a loja tem uma parte voltada para presentes, estou sempre de olho no que está na moda, pois sei que é o que chama atenção. Estou sempre viajando entre Rio e São Paulo em busca de novidades”, explica Solange.

Na hora de selecionar as mercadorias, em primeiro lugar ela leva em consideração, o gosto do cliente. A comerciante também pesquisa entre a clientela quais as formas de pagamento com que eles gostariam de contar na papelaria. Os vendedores, que também são bem treinados, foram instruídos a anotar tudo o que os clientes procuram e que não encontram na loja. Dessa forma é possível verificar a incidência dos pedidos para que os produtos passem a ser comercializados na loja. Os clientes também preenchem uma ficha de venda. Com isso é possível formar o perfil de cada um. Ela é contra extrapolar preços e lucros. Por isso, faz o cálculo bem certinho.

Como em frente ao seu comércio há uma agência dos Correios, Solange ainda aproveita para vender envelopes, papel craft e cola. Nos cursos, aprendeu a cuidar da harmonia na loja, por isso nas gôndolas, os produtos são dispostos de forma casada.

Já com os fornecedores ela acredita que se deve negociar e, quando possível, comprar à vista para obter desconto. Para ela o bom fornecedor é aquele que facilita a compra, que orienta o comprador e explica as novidades do mercado. Quando compra direto do fornecedor, negocia os pagamentos com descontos de até 40%.

Solange também costuma fazer compras conjuntas com os comerciantes da região. Eles adquirem artigos de limpeza, copos e sacolas plásticas. A comerciante dá preferência para trabalhar com produtos feitos na região, como sabonetes artesanais, incensos e arranjos florais de tecido.

Bom, após uma boa carga de conhecimento, Solange se tornou uma comerciante muito atenta ao mercado. Ela focou seu negócio de acordo com as necessidades da clientela, da sua área de influência e de acordo com as mudanças de comportamento do consumidor geradas pela informatização e pela internet. A comerciante ainda atualiza os produtos de acordo com a época do ano e a moda.

Fonte: Agência Sebrae de Notícias

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Eijy Goto

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