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Uma frase colhida da internet é inspiradora para este artigo:

O Dr. Victor Frankl, sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz, escreveu no seu diário:

“Aqueles que viveram nestes lugares de morte conseguem ainda se lembrar que, durante a noite, alguns dos que estavam ali iam de barraca em barraca, confortando os mais desesperados, e muitas vezes oferecendo um pedaço de pão ou de batata que havia sobrado. 

“Poucos eram capazes de agir assim, mas estes poucos davam a todos a maior das lições: pode-se tirar quase tudo de um homem, menos sua liberdade de escolher –  não importa em que circunstâncias – a maneira  como acham que devem agir”.

Quando observamos uma empresa, muitas vezes nos questionamos o porque dela ter problemas, do porque de não dar certo alguns projetos, certos departamentos terem mais dificuldade que outros, etc.

Treinamento, tempo, investimento e alguns outros quesitos são essenciais para o sucesso. Mas, um deles é crucial: Pessoas.

O melhor projeto está fadado ao insucesso, desde que as pessoas não se dêem conta do que fazem, bem como daquilo que realmente importa.

Vamos, então, a pergunta básica: O que realmente importa?

Um caso prático: Na elaboração de um prazo de defesa, o que realmente importa?  Técnica processual? Matéria envolvida? Abordar todos os itens? Lembrar que podemos ter preliminares? Tentar a extinção por erro processual?

Não. Pelo menos dois objetivos eu tenho que saber quando estou elaborando um prazo de defesa: Qual o bem jurídico que está sendo tutelado e a repercussão desta demanda (Óbvio que todos os questionamentos acima eram importantes, contudo, o realmente importante é a estratégia).

Mais do que uma defesa, temos casos e mais casos que serão considerados repetitivos e podemos ter uma tese que poderá ser prejudicial a toda empresa, se continuarmos a defender simplesmente por defender.

Devemos ser estratégicos. E como sê-lo?

Fazendo com que as pessoas pensem e não apenas executem. 

Fazendo com que as pessoas compreendam o seu papel dentro de todo projeto.

Fazendo com que as pessoas sintam-se em um campo de batalha, defendendo seu bem maior com toda a sua força.

São ideias para iniciarmos.

E o que mais?

No texto do sobrevivente, o crucial foi dito: As pessoas fazem escolhas. Não importa o momento, não importa a situação.

Se num campo de concentração, com todo horror ao seu lado, tudo desmoronando, a morte iminente, algumas pessoas conseguem tirar força, fé e amor para ajudar outras e serem pessoas melhores…  Qual a desculpa para o seu funcionário não ficar mais 30 minutos para terminar um prazo? Qual a desculpa para atrasos repetitivos? Qual a desculpa para não ajudar o colega ao lado?

Ah! é… esqueci, era mesmo uma desculpa.

Desculpas… Quem faz não precisa delas. Quem faz e erra, assume. Quem faz e acerta, olha para frente, para o próximo alvo. Agora, quem apenas vive ou fica chorando esperando a morte, este sim, precisa de desculpas.

Em que time você está?

Não arranje desculpas! Faça uma escolha. Este é o ponto.

Isto é o que realmente importa: Escolha. E assuma as conseqüências…

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Artigo escrito por Gustavo Rocha – Sócio da Consultoria GestaoAdvBr

www.gestao.adv.br  |  [email protected]

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Eijy Goto

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