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Fonte: SEBRAE/SP – 

O franchising continua sendo uma das formas de negócio de crescimento rápido, por ser um método/estratégia utilizado por empresas que desejam ampliar suas bases de atuação de maneira eficaz e eficiente, mas não podem, ou não querem, investir em recursos próprios (tanto financeiros, como humanos).

No Brasil já existe uma legislação específica para empresas que pretendem ingressar no sistema de franchising. A Lei, Nº 8.955, também chamada Lei Magalhães Teixeira, é bem simples e sua essência trata da regulamentação sobre a obrigatoriedade de um esclarecimento formal prévio por parte dos franqueadores ao fechamento de cada negócio de franquia (caracterizado pela assinatura de contratos ou de pagamentos a título de aquisição do direito de uma unidade de franquia). Esse esclarecimento é feito formalmente por escrito através de um instrumento legal chamado Circular de Oferta de Franquia. Todas as empresas franqueadoras pertencentes ao sistema de franchising ou que pretende ingressar nele, obrigatoriamente, devem enquadrar-se nessa lei, sem exceções.

Uma franquia bem escolhida permite reduzir os riscos que você enfrentará como empresário, mas não os elimina. É essencial saber que uma franquia não deve ser escolhida apenas com base no charme da marca e/ou do produto do franqueador.

Na escolha da franquia, considere os seguintes aspectos:
– Custo de instalação da franquia
– Gastos com estoque, marketing e treinamento
– Custo de manutenção
– Reserva de caixa necessária
– Cobrança de taxas
– Faturamento médio mensal estimado
– Prazo de retorno do investimento
– Compatibilidade entre o investimento inicial e suas possibilidades

E não se esqueça de…
– Solicitar a Circular de Oferta de Franquias
– Tomar conhecimento da Lei do Franchising
– Verificar se a marca está registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI)
– Evitar fechar negócio através de intermediários, como escritórios de corretagem
– Submeter o contrato a um advogado antes de assiná-lo.

Sabemos por dados estatísticos mensurados na prática, que o índice de mortalidade para empreendimentos independentes – novos negócios – chega ao patamar de 80% para empresas com até 1 ano de vida, ou seja, de cada 100 novas empresas ou negócios criados apenas cerca de 20 deles ainda estarão em funcionamento após 1 ano de sua abertura. Podemos dizer que para cada 100 novas franquias abertas, 95 delas permanecem em operação após 3 anos de sua abertura (dados do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, que também podem ser considerados aplicáveis para o Brasil).

Pesquisas feitas pelo SEBRAE mostra que, se compararmos uma franquia e um negócio independente que atuem no mesmo ramo, em média, o faturamento anual a franquia, dividido pelo número de funcionários, será o dobro do faturamento por funcionário do negócio não-franqueado.

Para muitos empreendedores, o sistema de franquias é visto como a grande oportunidade de realizar o antigo sonho de abrir o próprio negócio e conquistar a independência profissional e financeira. Mas, a falta de experiência e o despreparo para escolher o melhor investimento acaba, por muitas vezes, transformando essa ambição em pesadelo.

Para se sair bem, é preciso mais do que sorte e vontade de vencer. Conhecer o funcionamento do franchising e acompanhar sua evolução é o primeiro passo para o negócio dar certo. Com a expansão do sistema, ocorrida principalmente nos ultimos anos, muitos profissionais tiveram que aprender, na marra, a ser um bom empresário e a visualizar o futuro.

Antes de definir a área de atuação, faça uma pesquisa sobre a situação do mercado nos últimos anos e suas tendências. Lembre-se que são os diferenciais oferecidos por sua empresa que irão favorecer o bom desempenho no mercado.

Um empreendedor deve estar sempre desenvolvendo estratégias bem definidas de atuação e procurando manter-se atualizado com as mudanças que ocorrem no mercado.

Os Dez Mandamentos do Bom Empreendedor

1 – Esteja sempre atento às mudanças no mercado e às expectativas dos clientes;
2 – Nesses tempos de crise, é bom ser prudente e analisar a situação antes de tomar decisões;
3 – Faça constantes pesquisas de preços junto aos fornecedores, procurando negociar também prazos e formas de pagamento;
4 – Busque diferenciais para seus produtos e serviços, pesquisando a atuação de seus concorrentes;
5 – Mantenha-se persistente, não se deixando abater pelos problemas do dia-adia;
6 – Ofereça o máximo de opções de pagamento ao cliente, como cheques, dinheiro, cartões de crédito, pré-datados e no caso de restaurante, tíquetes.
7 – Seja o melhor vendedor de sua empresa. Treine também sua equipe para que ela faça um market share, ou seja, venda o maior número possível de produtos a cada cliente;
8 – Desenvolva promoções que ajude a cativar o cliente e a divulgar o seu produto ou serviço;
9 – Aprenda a planejar o futuro, definindo seus objetivos e um plano de ações para alcançá-los;
10 – Atue de forma ágil e rápida, mas sem precipitações. A agilidade muitas vezes é um importante diferencial das pequenas empresas junto aos grandes concorrentes. Usando imaginação e criatividade, será mais fácil solucionar os problemas e aproveitar as oportunidades.

Num relacionamento de franquia, há normalmente duas partes: de um lado o franqueador ( o dono da marca e do sistema e quem concede a franquia) e, de outro lado, o franqueado ( aquele que implanta a loja, o restaurante, a assistência técnica ou o que seja que o franqueador o autorize a instalar, operar e administrar.

Na verdade, o franqueador licencia o franqueado para uma operação comercial de acordo com o que estiver determinado em seu formato de franquia (cada caso difere totalmente de outros), e o franqueado compromete-se a investir todo o montante financeiro necessário para a completa implantação de uma unidade de franquia do franqueador, além de pagar taxas pelo recebimento e continuidade de utilização da franquia. O franqueado é, então, o proprietário desta unidade de franquia, mas toda a operação é regulamentada pelo contrato de franquia. Franqueador e franqueado passam a ser parceiros do sistema de franchising.

O franqueador deverá contratar um advogado ou um escritório de advocacia que tenha experiência em franchising para confecção do contrato de franquia. Existem em livrarias, publicações especializadas em franchising produzidas por advogados que, além de conter modelos de contratos, os comentam. Podem servir de referencial para a confecção dos instrumentos da própria empresa.

Relacionamos, de acordo com o Instituto de Franchising, cada um dos itens das Vantagens e Desvantagens tanto para o Franqueador quanto para o Franqueado.

VANTAGENS PARA O FRANQUEADOR

Expansão Veloz:
O franchising permite que o franqueador aumente sua base de atuação em ritmo muito mais veloz do que lhe seria possível se dependesse apenas de seus recursos próprios para instalar, operar e gerir novas unidades.

Mais Eficiência:
A operação e a gestão de cada franquia costuma estar sob a supervisão direta de quem bancou os custos relacionados à sua instalação e depende do sucesso do negócio para reaver seu capital e para garantir seu lucro ( e, muitas vezes, a própria subsistência). É evidente que o franqueado se mostre, na maioria das vezes, bem mais motivado a buscar a maximização dos resultados do negócio do que um gerente contratado, por melhor que ele seja.

Estrutura Central Reduzida:
Uma estrutura pequena formada por uns poucos gerentes de bom nível, pode criar e coordenar uma rede razoável de unidades franquiadas e, dessa forma, gerar bons lucros para os acionistas ou sócios da empresa franqueadora, que não precisam de envolver no dia-a-dia de cada unidade, nem arriscar um grande volume de capital.

Feedback:
A partir de um certo ponto da operação de franchising, é comum que o know-how passe a transitar numa via de mão dupla como foi o que aconteceu com o McDonald’s, talvez a franquia mais conhecida do mundo. Jim Delligatti, um de seus franqueados, criou o Big Mac ( o maior sucesso da rede), ao inspirar-se em um sanduíche de um concorrente: o Big Boy.

Ingresso em Novos Mercados:
O franqueador pode, através do franchising, ingressar em mercados nos quais dificilmente entraria se dependesse de seus recursos próprios, sejam financeiros ou humanos. Para isso, conta com a presença física e o conhecimento de cada franqueado em cada um desses mercados.

Canal Diferenciado Para Seus Produtos/Serviços:
Algum tempo atrás, o empresário Miguel Krigsner, fundador de O Boticário, afirmou que, se seus produtos fossem comercializados em supermercados e drogarias, sua marca teria acabado por ser apenas mais uma entre tantas outras. Temos ouvido colocações semelhantes de outros empresários que são fabricantes e/ou distribuidores de produtos.

Fortalecimento da Marca:
Em uma operação de franchising bem estruturada, os produtos e/ou serviços comercializados na rede chegam ao consumidor (ou o consumidor chega a eles) envolvidos pelo “clima” que o franqueador considera mais adequado para estimular seu consumo e realçar suas qualidades e, portanto, a imagem institucional da marca.

Menos Riscos Trabalhistas:
Tendo em vista que cada franqueado é, em princípio, econômica e juridicamente autônomo e independente do franqueador, é a ele, franqueado, que cabe a responsabilidade pelo pagamento dos salários e encargos e pelo cumprimento de todas as demais obrigações concernentes aos funcionários que trabalham em uma franquia.

VANTAGENS PARA O FRANQUEADO

Maior Garantia de Sucesso:
Em uma operação de franchising estruturada corretamente, o franqueado entra em um negócio, cujo “modelo” já foi testado e comprovado na prática.

Marca Conhecida:
Muitas vezes, a marca do franqueador já é bastante conhecida do público consumidor. Ou, graças aos esforços cooperados de todos os integrantes da rede, tem melhores chances de se tornar mais conhecida do que uma marca nova que esteja na fachada de um único negócio que o empreendedor possa desenvolver do zero.

Facilidade na Instalação:
Um bom franqueador, que esteja preparado de verdade para cumprir seu papel, preocupa-se em oferecer a seus franqueadores toda uma série de benefícios e serviços que facilitam, e muito, a implantação e o início da operação, especialmente no que se refere a:
– Assessoria na escolha do “ponto”.
– Projeto para a instalação da unidade.
– Assessoria na aquisição dos materiais, instalações, estoques e insumos.
– Treinamento e orientação quanto a práticas administrativas e comerciais.
Mais uma série de outros aspectos do negócio que podem ser, e muitas vezes são, determinantes para o sucesso do mesmo.

Propaganda e Marketing Cooperados:
Muitos franqueadores organizam e coordenam Fundos Cooperativos de Propaganda e Marketing das respectivas redes, ou se utilizam de outros mecanismos semelhantes, que permitem utilizar englobadamente (e, portanto, de maneira muito mais eficaz) as quantias que os franqueados destinam à divulgação da marca e/ou dos seus produtos/serviços.

Maior Poder de Barganha:
Os franqueadores mais bem-estruturados têm condições de coletar informações e sugestões de todos e de cada um dos integrantes da rede para, em seguida, processálas e repassá-las aos demais, como os próprios franqueados costumam manter contato entre si para a troca de idéias e experiências com relação aos mais diversos aspectos do negócio.

Desenvolvimento de Novos Métodos e Produtos:
Um bom franqueador se preocupa com a pesquisa e o desenvolvimento constante de novos serviços, produtos, métodos e sistemas para sua rede de franquias.

DESVANTAGENS PARA O FRANQUEADOR

Perda de Controle sobre os Pontos de Venda:
Um franqueado não é um empregado do franqueador. É um parceiro, um empreendedor, quase um sócio. Alguém que investiu seu tempo, seu dinheiro e seu esforço naquela franquia. Alguém que, pela própria natureza do franchising, costuma ter uma autonomia bem maior que a de um empregado.

Divisão da Receita:
É muito comum que as unidades próprias do franqueador gerem, para ele, uma lucratividade bem superior àquela que resulta das franquias (das quais recebe apenas os royalties e não o lucro integral por elas gerado). Contudo, se levarmos em consideração o risco financeiro infinitamente menor que as franquias representam para o franqueador com relação às suas unidades próprias, verificaremos que, na maioria dos casos, o retorno que as franquias proporcionam ao franqueador, sobre o capital por ele investido para formatar sua operação, costuma ser bastante compensador a médio e longo prazos.

Retorno a Prazos Mais Longos:
Um franqueador que seja ético, sério e profissional e que, portanto, quiser realizar um bom trabalho no planejamento e na formatação de sua operação de franchising, certamente há de contratar bons profissionais, tais como consultores e advogados, além de instalar uma ou mais unidades piloto. Tudo isso implica certo volume de investimentos que somente serão amortizados a partir do momento em que um determinado número de franquias estiver em funcionamento, gerando royalties e outras verbas. Contudo, a maior parte dos franqueadores bem-sucedidos costuma dizer que cada centavo corretamente investido antes de iniciar a concessão das franquias pode gerar uma economia de “milhões” depois.

Possibilidades de Disputas Com os Franqueados:
Com o passar do tempo, o franqueado, pode passar a se perguntar: mas para quê, afinal, eu preciso desse franqueador, já que sei mais do que ele? Os riscos de conflito se agravam na medida em que o franqueador não estiver adequadamente preparado para lidar com eles e para transformar a “energia” que os mesmos envolvem em algo positivo, através de mecanismos especificamente desenvolvidos para tanto.

DESVANTAGENS PARA OS FRANQUEADOS

Riscos Inerentes à má escolha do Franqueador:
Há inúmeros riscos em uma escolha malfeita, no que tange ao franqueador a quem o franqueado se vincula. Há franqueadores que nem chegam a se dar conta de que, ao iniciarem a concessão de franquias, estão, na verdade, ingressando em um novo ramo de negócios.

Menos Liberdade de Ação:
No geral, pela sua própria essência, uma boa operação de franchising implica um mínimo de padronização. Assim, praticamente não há margem para grandes iniciativas individuais por parte dos franqueados isoladamente.

Risco Vinculado à Performance do Franqueador:
Se o Franqueador falhar no desenvolvimento de um método, de um sistema, de um produto, de uma campanha publicitária, etc., o franqueado acabará sofrendo por conta disso.

Risco Vinculado à Margem da Marca:
Qualquer fato (ou boato) que afete a imagem da marca pode afetar (e muitas vezes tem afetado) os negócios de cada uma das franquias.

Limitações à Venda do Negócio:
É muito difícil que um Contrato de Franquia permita que o franqueado venda ou transfira, a qualquer título, sua franquia para quem bem entender, salvo autorização expressa e por escrito do franqueador, que geralmente se reserva o direito de aprovar, ou não, o pretendente à aquisição, exigindo que a franquia somente passa nas mãos de quem também tenha o perfil que ele, o franqueador, considera adequado para fazer do negócio um sucesso.

Limitações na Escolha de Produtos e de Fornecedores:
É comum que os contratos de franquia estabeleçam, para o franqueado, a obrigação de apenas adquirir certos itens, equipamentos, insumos, estoques, etc. de fornecedores licenciados pelo franqueador, ou, ao menos, que observem determinados padrões e determinadas especificações ditados pelo franqueador. A remuneração da atividade franqueada é feita de diversas formas. Cada negócio ou franquia possui taxas distintas, com valores e bases de cálculo diferentes.. Essa diferença muito grande acontece pela diversidade dos negócios em questão, ou seja, das próprias características específicas das franquias.

TAXAS

As taxas normalmente cobradas dos franqueados são:

– Taxa de Franquia (ou Taxa Inicial) – é a taxa cobrada pelo franqueador do franqueado para que este tenha o direito de fazer parte da rede de franquias do franqueador, é o preço estabelecido para o ingresso do franqueado em um determinado sistema de franquia.

– Taxa de Royalties – é o valor pago periodicamente pelo franqueado ao franqueador pela continuidade da utilização do sistema de franquia. Normalmente, os royalties são calculados com base na aplicação de um certo percentual sobre o faturamento bruto mensal de cada franquia.

– Taxa de Propaganda – é a taxa paga periodicamente pelo franqueado para a formação de um fundo financeiro cujo objetivo é o de servir ao fomento comercial da franquia pela divulgação de sua marca, produtos e conceitos, e fomento da própria rede de franquias principalmente através de propaganda, publicidade e outros meios de divulgação.

ENTIDADES PARA CONTATO

Guia do Franchising
Av. Afonso Pena, 3924 sl. 1002 – Mangabeiras
Belo Horizonte/MG
CEP: 30130-009
Tel.: (031) 282-6688
Fax: (031) 284-2903
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Associação Brasileira de Franchising
Av. Professor Ascendino Reis, 1548, Indianópolis
Cep.: 04027-000
Tel.: (011) 573.9496
Fax: (011) 575.5590
http://www.franchising.com.br/

Instituto de Franchising
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Cep.: 04551-010
Tel.: (011) 829.7561
Fax.: (011) 820.9616
Franchising Brasileiro
http://www.franquia.com.br/

Fontes: SEBRAE/SP

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