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por Osni Gomes – 

Quem permite que a inferioridade faça parte do seu dia a dia de trabalho contrai uma espécie de doença que paralisa suas aspirações e perspectivas. Em contrapartida, aquele que não se satisfaz com o razoável, com o mais ou menos e com o bom, e sempre se aplica ao máximo para conseguir o melhor, apesar dos obstáculos, é um forte candidato a conquistar o prêmio de, em algum momento de sua vida, sair do grupo dos medianos e se deslocar para o grupo dos que se destacam. São esses que conseguem perceber a diferença entre o “bom” e o “melhor”. São os que não admitem entregar um trabalho de má qualidade ou cheio de remendos.

É muito fácil encontrar pessoas reclamando da sorte, incapazes de ver que a posição que ocuparão amanhã é conseqüência direta de como agem hoje. Para se alcançar o último degrau da escada é necessário pisar antes nos degraus intermediários. O que se faz hoje, agora, tem o poder de abrir ou fechar portas.

Não é muito eficaz ficar esperando que algo de extraordinário aconteça e torne o mundo colorido. Espertos são os que captam oportunidades escondidas em trabalhos aparentemente comuns e sem importância. São muitos os que não saem do comodismo, que sempre fazem as mesmas coisas da mesma maneira, que pensam pouco e são quase que totalmente operacionais, não almejando uma forma de se diferenciar. Logicamente sair do comodismo requer coragem para assumir riscos, resistência a vários tipos de pressão, paciência e disposição, com uma boa dose de humildade para reconhecer os eventuais erros de percurso, aprender com eles, além de assumir crises e pedir socorro.

É triste ver pessoas que passam os seus dias se lamentando do salário, reclamando do que “ganham”, chorando pela falta de oportunidades. Raros são os que percebem que existe algo muito maior que a situação atual, que existe toda uma carreira, que existe amanhã, enfim, que podem fazer um algo a mais. Enganam-se aqueles que pensam que a mentira só é praticada pela boca. Aquele que faz corpo mole, que faz trabalho remendado, que não se compromete, que se esconde, também está praticando a mentira.

Por mais simples que seja uma tarefa, o seu responsável tem a obrigação de saber no mínimo como e por que executá-la. Só assim conseguirá ver além do próprio umbigo e, principalmente, produzir o “melhor” e não apenas o “bom”. Entretanto, se a pessoa não reconhece que esta obrigação é mais sua do que dos outros, fica difícil conseguir o melhor.

Finalizando, seria excelente se as pessoas parassem um pouco e refletissem a respeito de a qual grupo pertencem: daqueles que fazem somente o que se espera deles, dos que fazem menos do que se espera deles, ou daqueles que fazem mais do que se espera deles.

Osni Gomes
Treinamentos e Palestras
Belo Horizonte – MG
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