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Pouco depois de Maria ter deixado a cliente no provador, cerca de 3 minutos, ela retornou e perguntou:

– Carmem você quer experimentar também a blusa prata?

– Creio que não Maria, qualquer coisa vocês fazem a troca, não é?

– Claro que sim Carmem! Então posso pegar as roupas, os sapatos e a bolsa para empacotar?

– Sim, Maria, aqui estão as roupas.

Carmem entregou as roupas pela porta entreaberta do provador, Maria as pegou e dirigiu-se ao balcão para retirar as etiquetas de controle eletrônico, retirou a parte debaixo da etiqueta que serviria de controle e passou o código de barras para dar baixa no estoque e encaminhar para a Caixa da loja. Fez isto e pegou as caixas de presente para empacotaras as roupas. A Amélia, uma novata da loja perguntou sussurrando a ela com sua voz rouca e grave:

– Maria você vai embrulhar para presente, mas a roupa não é para ela mesma?

– Amélia isto é verdade, mas as pessoas não compram só por necessidade, elas compram para se presentear e se sentirem felizes, se quiser, aposto que ela está comemorando alguma coisa, quer apostar?

Amélia olhou de rabo de olho e hesitou, afinal, ela achava a Maria uma excelente profissional e já aprendeu muitas coisas com ela, então pensou que não teria chances de ganhar e disse:

– Maria, eu não quero apostar, não!

Maria olhou para ela e continuou a fazer o pacote para presente da loja. Ao fundo a Gerente observava a Maria fazer o pacote, mas nada falava.

Neste momento a Carmem saiu do provador e olhou para as outras vendedoras, uma delas atendia a uma cliente de maneira apática, aparentando um tédio infinito por estar ali fazendo aquilo. A outra continuava parada no mesmo lugar que a viu quando entrou, ela continuava teclando no celular.

Carmem atravessou a loja e foi em direção à Maria. Maria a viu, deu a volta no balcão e entregou as etiquetas para a Carmem e disse:

– Carmem, por favor dirija-se ao caixa e fale com a Janaína para ela fechar sua compra, estou terminando seus pacotes, mas se tiver algum problema, por favor, pode me chamar.

– Ok, Maria, muito obrigado!

Carmem dirigiu-se ao caixa e disse:

– Por favor Janaína, você pode fechar a minha conta?

– Bem a Maria colocou sua compra para ser paga em três vezes sem acréscimo, é isso mesmo?

– Sim pode ser assim mesmo!

Carmem, curiosa, perguntou se a loja aceitava pagamento pelo sistema do celular. Janaína mal levantou o rosto para falar com a mulher, sequer lhe perguntou seu nome, apenas disse um lacônico não, depois pegou o cartão e colocou na máquina, digitou algo e disse:

– A senha!

Carmem estava tão feliz que nem se incomodou com a frieza dela, apenas digitou a senha e aguardou o comprovante da máquina. Janaína não ofereceu para tirar nota fiscal. Então, Carmem perguntou:

– Por favor, a nota fiscal, você pode colocar meu CPF?

Janaína olhou novamente com um olhar sem expressão e disse:

– Fala.

Carmem notou a diferença entre a pessoa do Caixa e a Maria. Mas falou seu CPF que foi digitado pela moça, esta imprimiu a nota fiscal e entregou-a à cliente.

Carmem pegou a nota e dirigiu-se para a Maria que já a aguardava no balcão com os pacotes prontos. Maria abriu-lhe um sorriso e lhe mostrou os pacotes, estava tudo embrulhado para presente e colocados numa sacola da loja. Havia uma caixa à parte. Carmem olhou para ele e afirmou:

– Maria não é meu!

– Carmem, isto é um presente da loja, é um cinto para você usar na saia do tailleur.

– Ah, Maria quanta gentileza! Seu atendimento foi excelente, muito obrigado!

– Muito obrigado Carmem! Posso lhe fazer uma pergunta pessoal?

Carmem olhou e ficou pensativa…

 

Continua…

 

Carpe Diem!

 

Celso Negrão

Consultor e Educador Corporativo

Espaço Vendas

 

 

Autor

Celso Negrão
Celso Negrão

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