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por Osni Gomes

Liderar pessoas é intervir no processo, é dar e receber feedback, é acompanhar tarefas, é compartilhar decisões, enfim, se fazer presente. Quando o “chefe” tinha pouca demanda, talvez pudesse se permitir falar uma só vez, apenas controlar tarefas, apenas cobrar resultados e ser apenas um “visitante” em sua equipe. Numa realidade de constantes mudanças, como ocorre hoje, algo mais é exigido dentro do seu comportamento.

Se o “chefe” era cumpridor de regras, agora deve ser empreendedor. Se era solucionador de problemas (apagador de incêndios), agora deve ser educador. Se ouvia só as pessoas as quais lhe interessava, agora deve perceber quem tem algo a falar e criar condições para que fale. Se tinha como atribuição manter um ambiente calmo, estável e previsível, agora tem que conduzir sua equipe na conquista dos resultados, em um ambiente instável e conflitante. Se apenas conseguia trabalhar em organizações paternalistas, agora deve aprender trabalhar em organizações profissionais, inclusive contribuindo para esta mudança de perfil organizacional.

O cenário atual exige que o “chefe” veja sua equipe como parceira e não apenas como recursos para se atingir objetivos. Deve reconhecer que cada integrante do grupo tem suas características próprias, tem pontos fortes e pontos de melhoria e que portanto deve ser respeitado por isso. Deve entender que se antes investia a maior parte do seu tempo em controles e outras atividades que não agregavam valor, agora tem que redirecionar este investimento para análise e desenvolvimento pessoal e profissional da equipe.

As organizações que caminham rumo a um nível de profissionalização satisfatório querem nos seus quadros profissionais pró-ativos, atualizados, que consigam ouvir e desenvolver suas equipes e que cuidem também do autodesenvolvimento. São características diretamente ligadas ao comportamento e que terão peso significativo ao longo da carreira de qualquer profissional. Tais características, na maioria das vezes, são muito mais importantes que habilidades técnicas (que infelizmente eliminam muitos profissionais em processos de seleção), as quais podem ser desenvolvidas ao longo do tempo, dependendo do caso.

Enfim, aqueles que ainda são “chefes” devem despertar rapidamente para a necessidade de se transformarem em Líderes (sem aspas).

Osni Gomes
Treinamentos e Palestras
Belo Horizonte – MG
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