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O que se convencionou chamarmos de “politicamente correto”, começou a aparecer em finais dos anos 80.

Este fenômeno sociológico não só liquidou com a liberdade de expressão, mas fez algo pior: solapou a inteligência inerente do ser humano.
Como exemplo, cito a antiquíssima e conhecidíssima expressão, “a coisa tá preta”; expressão esta, bastante usada na linguagem coloquial para significar uma situação difícil.
Oras, até as amebas e protozoários sabem que essa expressão nada tem de racista, pois a palavra ‘preta’, nesse contexto, não tem nada a ver com cor da pele e muito menos com raça. É um antagonismo à luz, fonte (e símbolo), de claridade. Estar no escuro, portanto, é estar numa situação onde não vemos solução ou caminho. Ou seja, preta, neste caso, significa treva, escuridão, ausência de luz, etc.
Aí eu pergunto: se automática e instintivamente todo mundo sabe disso, por que, então, permitimos que a tirania do policiamento intelectual fosse tão longe, e uma ideologia de pouca representatividade numérica (como era, a princípio), influenciasse a vida de milhões, a esmagadora maioria?
Talvez uma das respostas possíveis seja porque essa esmagadora maioria tenha, desde o surgimento dessa praga, se incomodado mas “deixado pra lá”. Não me lembro de ter havido uma real e efetiva resistência à imposição do que é certo ou errado, falar…
E por essa atitude de passividade, o movimento criou força e adensou-se. Agora fica mais difícil explicar pra quem tem de 35 anos pra baixo que essas proibições são infundadas, por não possuírem lastro na razão e na lógica.
Parece que perdemos o timing… não obstante, enquanto houver uma mínima fresta que seja, por onde a luz da verdade possa entrar, acredito piamente que ela tem o poder de libertar a sociedade das trevas da ignorância e dos fortes grilhões do obtusamento mental.