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PENSE DIFERENTE

por Antonio Carlos Teixeira da Silva

Neste Milênio, a quebra de paradigmas têm sido uma constante. Quando o objetivo é ampliar ou manter a participação de mercado, então, renovar conceitos é quase uma obrigação. Afinal, estamos em tempos de globalização. O que significa que as empresas precisam estar prontas para promover e assimilar mudanças, buscar novas soluções antecipar-se ao futuro e adaptá-las à sua própria cultura para que possam se renovar e manter-se competitivas. É preciso pensar diferente.

Não é um desafio pequeno. Ainda mais se considerarmos todos os fatores que compõem o cenário sócio-econômico e político do país. Para sobreviverem, as empresas precisam cada vez mais atingir melhores índices de custos operacionais. Simplificar. Simplificar. Simplificar. Oferecer o melhor produto ou serviço a um custo competitivo. Agregar valor que seja percebido pelo consumidor. Precisam ser ágeis, éticas, competentes e … – o que nem sempre é fácil – precisam surpreender os seus consumidores. Sim, porque agradá-los não é mais o suficiente. Ë preciso ter criatividade para descobrir o que o consumidor quer mas ainda não sabe.

Isso porque a relação indústria x consumidor final, em qualquer segmento, ganhou novas nuances. Mais exigente e consciente de seus direitos, o consumidor de hoje escolhe suas marcas preferidas com muito mais cuidado e critério. O preço continua sendo fator importantíssimo, mas tem que vir acompanhado de qualidade. Em resumo: o consumidor quer saber a procedência do que está comprando, suas qualidades e diferenciais, se o preço é justo, por que ele deve optar pelo seu produto e não pelo concorrente. E depois de tudo isso, o que mais você tem a dizer que possa ser importante para ele?

Se a sua resposta à última pergunta foi “mais nada”, a sua empresa está com os dias contatos. Quem já percebeu a mais recente exigência do consumidor, vem redirecionando seus investimentos, olhando com mais carinho para a comunidade onde atua, planejando melhor seus recursos voltados à publicidade e até mesmo revitalizando o seu discurso com os seus diferentes públicos-alvo.

Essa nova postura está diante de nossos olhos. Na guerra pela preferência do consumidor, os grandes fabricantes de sabão em pó do país têm procurado valorizar a qualidade de vida do público feminino e reconhecer que, embora eles fabriquem sabão para lavar roupas, a vida tem coisas muito mais interessantes a oferecer às mulheres do que um tanque. Não é mais suficiente apenas gastar mais do que o concorrente em propaganda.

Na mesma linha, uma das maiores redes de lanchonetes do mundo vêm agregando valor à sua relação com o consumidor a cada dia. Na busca pela fixação da marca e fidelidade do cliente, vale colaborar com sua formação, ensinando português, demonstrando apoio às dificuldades enfrentadas pelo país frente à evolução do dólar, sendo uma empresa cidadã, o que hoje é muito valorizado pelo consumidor e etc.

Para sobreviver nos dias de hoje é preciso, portanto, pensar diferente. Além de competência, dedicação e recursos técnicos é preciso ser criativo. A Internet disponibilizou todas as informações para todas as empresas. A informação deixou de ser um privilégio para poucos como era num passado recente. Porém, a informação não serve para nada sem a criatividade do ser humano para interpretá-la, criar soluções e oportunidades. As grandes empresas já descobriram que a criatividade é o fator que vai fazer a diferença no próximo século. Por isso, têm investido forte em recursos que possam aprimorar seus valores humanos, mantendo suas equipes motivadas, dispostas a procurar soluções inovadoras, a não se contentarem com a primeira idéia.

Estimular a criatividade, a geração de alternativas e de idéias, é o objetivo, por exemplo, de um seminário que acontece há 45 anos, na Universidade de Bufallo, no Estado de Nova York, EUA. O “Creative Problem Solving Institute (CPSI)”, promovido anualmente pela Creative Education Foundation.. O CPSI é um laboratório onde são analisados trabalhos sobre criatividade realizados em todo o mundo, nas áreas comportamental e empresarial, com a exposição de cases, exercícios, pesquisas e tudo o que se refere direta ou indiretamente ao uso do potencial criativo pelas pessoas.

A cada ano que passa mais empresas e participantes particulares estão descobrindo este seminário e outros similares começam a despontar pelo mundo. Saber receber o novo também é um “Dom”. Exige humildade, disposição para ouvir o outro, quebra de preconceitos e vontade de fazer acontecer.

Quem aceitar trilhar nesse caminho, com certeza, ficará mais exposto aos olhos críticos do consumidor, mas poderá, em contra-partida, conquistar o seu respeito e, conseqüentemente, a sua preferência.

Antonio Carlos Teixeira da Silva
http://www.pensediferente.com.br
email: [email protected]
fone/fax: (0xx11) 3061-1146

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