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Recentemente passei por um período perfeccionista que afetou minha carreira profissional. A estratégia era o engavetamento de alguns objetivos e sonhos acalentados.

O exagero nos detalhes e o meu nível de exigência imenso e desumano resultaram em projetos inteligentes, mas sem vida. Minha sensação de desconforto crescia enquanto minha criatividade não alcançava a realização.

Sabe aquela ideia recorrente, acompanhada de uma sensação estranha, sugerindo que falta algo e que o produto está longe do ideal?

Pois bem: assim era eu, uma profissional com projetos que sofriam fobia social. Ou será que eu sofria disso?

  1. Quem será que nasce primeiro: a vida profissional ou o nosso desejo em ter uma carreira extraordinária?
  2. Será verdade que somos o que pensamos e realizamos o que produzimos?
  3. Engavetar poderá ser um sintoma e não uma estratégia inteligente e adequada ao mercado?
  4. Será possível que, enquanto a gaveta acumula papéis com ideias alucinantes, o mercado brilha oportunidades para os outros?
  5. Além da fobia social, é possível que determinados projetos de carreira sejam sabotados por estarmos com a famosa síndrome de pânico?
  6. O tamanho e a suntuosidade do objetivo, embora bem definidos, podem provocar medo e reacender a sensação de incapacidade que conhecemos em nós e que nos acompanha desde a infância?
  7. O fato de algo sempre estar inacabado, apesar de quase perfeito, será desculpa para justificar o medo do fracasso?
  8. Impomos objetivos desafiadores para motivar nossas ações. Por que sentimos força e lucidez durante a criação e, por vezes, falta coragem para dar o passo em direção ao lançamento oficial?
  9. Por que somos mais habilidosos nas ações medíocres e nos ocupamos quase 100% com elas?
  10. Será de fato que a falta de tempo e dinheiro impede algo rumo à conquista do objetivo?
  11. Por que usamos tantas desculpas para justificar atrasos, medos e dificuldades?
  12. Em que porto a vida está ancorada? Em algum porto seguro ou em um porto com areia movediça, onde a cada idéia e tentativa afunda-se ainda mais cada possibilidade de conquistar o sucesso?
  13. Em que nível de verdade pessoal me encontro?
  14. Estou disposta a defender minha coragem e a certeza que sou realmente capaz ou prefiro alarmar que sou o máximo engavetando tudo e demonstrando ser um blefe?

Bem: a intenção dos questionamentos é positiva, pois quero contribuir com os companheiros de jornada que se identificaram com a gaveta entulhada e a garganta sufocada. É hora de entender uma frase do meu amigo Renan. Segundo ele, é sempre melhor valorizar o que está feito com possibilidade de melhoria do que acumular o perfeito na gaveta!

Sendo assim, o ano de 2016 sugere que é hora de limpar, desinfetar e quebrar o que impede que sejamos um blefe para quem mais importa na vida: nós mesmos! Que assim seja!

Irlei Hammes Wiesel – www.irleiwiesel.com.br

Autor

Irlei Hammes Wiesel
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