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Freud estava certo ao afirmar que só o conhecimento traz o poder

O que é conhecimento?

É a faculdade humana de aprender, de compreender e de raciocinar. Conhecimento também é a capacidade de raciocinar e de ser consciente em relação ao mundo exterior.

O conhecimento carece de valor quando permanece estático. Ele somente gera valor na medida em que se movimenta, ou seja, quando o mesmo é transmitido ou transformado.

O que é poder?

No latim, potere significa ser capaz de algo, ser possível, ter habilidade, faculdade ou autorização para realizar determinada ação ou atividade. A palavra poder também tem a conotação de domínio ou força. Nesse caso, é a capacidade que alguém ou uma instituição tem de impor a sua vontade ou exercê-la. Este conceito capacita um indivíduo ou uma instituição a mandar, a deliberar, a dominar e a exercer autoridade, influência e comando.

O filósofo francês Michel Foucault em sua obra Microfísica do Poder chama atenção para o fato de que o poder não é exclusividade de algumas pessoas, de instituições ou de governos. Para ele, todos exercemos algum tipo de poder, seja em casa, no trabalho, na escola etc. Assim, o poder está inserido na sociedade como uma rede em que todos têm, em suas relações diárias, contribuído para perpetuar os discursos de poder que estão organizados de forma hierárquica desde as classes dominantes até as pessoas mais simples e humildes.

Diante da definição de poder e conhecimento, fica claro que ambos estão interligados. Quanto mais conhecimento, menor é o poder de opressão sobre as pessoas.

Como evitar o poder da opressão?

É preciso alertar para a existência de um poder paralelo, não citado acima. Um poder que não se baseia somente em exercer posições de comando, em conquistas materiais ou em algo do gênero, mas sim o de fazer escolhas em relação a caminhos que se deseja seguir. Para isso, o poder assume um patamar mais elevado: ele atinge o que chamamos de poder pessoal. Nesse estágio, a pessoa investe na transformação por meio de conteúdos, experiências e investigações emocionais que a levem ao autoconhecimento.

Esse é um caminho individual e necessário que conduz ao discernimento entre opressão e liberdade.

Como isso acontece?

Isso acontece quando acessamos uma força maior, ou seja, a nossa própria força. Como por exemplo, a força do querer, na crença em pensar que “eu posso, eu mereço, eu vou longe, eu posso muito mais, posso ir além do limite imposto”. Quando isso acontece, alcançamos um caminho sem volta.

Esse trajeto difícil e cansativo abre espaço para a ação transformadora da força interior. Munidos dessa força, voltamos ao eixo central, ou seja, dar à vida um sentido novo. O foco muda e passamos a questionar:

– Que tal estar ciente do potencial gigantesco e transformar-se na pessoa que sempre sonhei?

– Que tal imaginar-se autoconfiante, com uma desenvoltura imensa para apresentar ideias e impactar pessoas?

A ampliação de determinados conhecimentos aflora a ideia de que somos mais do que pensamos ser e, por isso, podemos realizar mais do que havíamos suposto. Isso é poder! E justamente esse poder é considerado perigoso, porque impede a ação dos mal intencionados.

O mundo precisa de guerreiros com poder interior imenso para que os muros da ignorância sejam derrubados. A terra merece ser povoada por seres humanos contagiantes, envolvidos no propósito de transformar cada vez mais o poder da opressão em poder de libertação.

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